THEME
AGORA, TRAGA-ME O HORIZONTE
Eu conheço suas ruas, doce cidade, Eu conheço os demônios e anjos que se agrupam e empoleiram-se em seus ramos como pássaros;
Eu conheço você, rio, como se corresse em meu coração;
Eu sou sua filha guerreira.
Há letras feitas de seu corpo como uma fonte é feita de água;
Há as linguagens de coisas que você é o projeto;
E quando as falamos
A cidade ascende.
Elka Cloke
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Você é uma bebida que vou tomando a lentos e curtos goles, para que quando acabe, seu gosto continue em mim.

Evelyn Martins

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Eu não amo “bonitinho”, amo de um jeito egoísta mesmo. E eu não quero que você seja feliz se isso for sinônimo da minha ausência na sua vida, desculpa.

1x1.   (via estopins)

3 days ago /  1361 notes /  reblog this ✖
Não faz isso. Não deposita em mim essa esperança. Eu não quero ter essa responsabilidade. E não adianta você ficar me dizendo que posso fazer melhor, quando sei que já estou dando tudo que posso.

Gabito Nunes (via estopins)

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Na delicadeza das palavras procurei escrever sua presença e descrever o quanto é fascinante pensar você. Entenda que minhas mãos livres, que agora se dedicam à escolha das palavras certas, gostariam de estar presas às suas para te prensar: te segurar: e não te deixar voar. E que meus lábios secos, que agora se dedicam ao deserto silêncio da imaginação, gostariam de molhar os seus e desaguar no seu mundo até você florescer e germinar e brotar no jardim da minha poesia, como as lírios peruanos: suas flores preferidas: que sobrevivem muito bem sozinhas, certo, mas vivem muito mais quando têm alguém para alegrar suas dores ou admirar a beleza de suas cores. Entenda também que quando não ouvi sua voz: escrevi o timbre doce e delicado do som das suas palavras. Quando não te vi: descrevi toda a grandeza e a escuridão que habitam na profundeza lírica dos seus olhos: grandes e quase negros. E quando não consegui te tocar ou alcançar a maciez da sua pele: improvisei literalmente a textura da sua derme: tão branca: tão macia: e pude tatuar palavras que eu não sabia que existiam: e pude tatear tua alma como quem acaricia estrelas no céu, sem saber que elas também brilham e se espalham no chão: sem saber que elas brilham e se espelham em você para iluminar o mundo: o meu mundo.

Eu me chamo Antônio.  (via estopins)

estopins:

Não tem problema, amor. A vida segue e eu continuo nesse rio de rancor. Pelo menos, veja bem, já aprendi a me manter na superfície e não mais me afogo, mesmo que esteja encharcada até o pescoço com as águas desse rio. Vou criando força e um dia consigo sair daqui, vai vendo. Mas, antes de qualquer julgamento, antes de qualquer pressão, lembre-se que quem me jogou aqui foi você mesmo. Numa noite de luzes eu me afoguei. Noutra noite quase morri. 

4 days ago /  65 notes /  reblog this ✖
Seis horas. Seis e pouco, tanto faz. É sempre que o agora se desfaz. E nos muitos mais tardes da rotina, semeamos o incógnito de nossas estatuetas trincadas. O equilíbrio mora num terremoto sísmico, cínico, carrasco. Dessa vez o agora chora, amanhece, mas não me pertence. Sou ventríloquo de bramuras previsíveis, e coloquei todas as linhas na tua mão. Conduza-me! Não me restam mais assim tantas escolhas. Teu toque rouba-me o suposto ser; dou-te todas as cordas de minhas vertentes, menos uma. E esta é o cachecol de meu suicídio, com o peso de todas as minhas vertigens engavetadas na alma. O medo, descartando cada instante da vida, adoece. Meus olhos poentos fitam os teus, através de uma carta manuscrita que sequer terminei; as minhas pálpebras plantam sonhos num jardim futuro, florido, debaixo da tua cama, onde nem faço ideia de como chegar. Planos são assim: falecidos por si só. Consequências doces são necroses pútridas germinando violetas. E eu ainda olho a carta, inacabada. Meus dedos rastejam sobre a mesa, sobre a caneca de café, sobre o pêndulo da ansiedade, da espera, que enferruja a alma nos porões do aguarde. Finco meus olhos sobre essa carta como quem olha a nudez áscua da pessoa amada pela primeira vez. Ou talvez pela derradeira, ciente de uma morte breve, que cabe no silêncio de dois passos. Meu ânimo fraqueja, rendendo-se ao cansaço corpóreo, insiste em dobrar meus cotovelos sobre o marfim da mesa, mas a alma suplica o canto, dos últimos canteiros do peito: extrair tudo que tenho, até que o coração seque, embrulhar e enviar pelos correios junto a minha desmesurável saudade até minha amada.

Quase sete, e a noite decorre lenta. Rasteja. E é assim sempre.

Sou tinta e céu, pincelando tua face em acalantos embevecidos, mas minha alma murcha, como um buquê nunca entregue, na guilhotina de saber que nem tenho o teu endereço.

Annd Yawk (via prisioneiro-da-morte)

4 days ago /  522 notes /  reblog this ✖
Por cada susto em teus olhos minguantes
eu ei de amar teus horizontes e céus
nas tuas alturas e luas estonteantes
e cada soluço dos abismos teus.

Annd Yawk (via prisioneiro-da-morte)